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| - Tire suas dúvidas sobre a 'lei seca' para motoristas |
| - AMB faz campanha contra o fumo |
| - Doenças crônicas: prevenir é melhor que remediar |
| - Câncer: 470 mil novos casos até 2009 |
| - Reajuste dos convênios médicos deve ficar em linha com os 6% de 2007, diz ANS |
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Tire suas dúvidas sobre a 'lei seca' para motoristas
Até mesmo durante a ressaca o bafômetro poderá registrar vestígios de álcool no corpo.
Médica da Abramet esclarece questões sobre a nova legislação de trânsito.
A nova Lei 11.705, que altera o Código de Trânsito Brasileiro, deve provocar uma mudança de hábitos da população brasileira. O consumo de qualquer quantidade de bebidas alcoólicas por condutores de veículos está proibido. Antes, era permitida a ingestão de até 6 decigramas de álcool por litro de sangue (o equivalente a dois copos de cerveja).
Quem for pego dirigindo depois de beber, além da multa de R$ 955, vai perder a carteira de motorista por 12 meses.
Segundo Marcos Pantaleão, advogado da Comissão de Direito de Trânsito da OAB de São Paulo, o motorista que se recusar a fazer exames de bafômetros e de coleta de sangue para verificar a quantidade de álcool consumido estará sujeito às penalidades do artigo 165, do CTB. "Este dispositivo, em tese, fere o princípio constitucional que ninguém é obrigado a produzir prova contra si próprio", afirma.
Para esclarecer algumas questões mais freqüentes, o G1 ouviu a médica fisiatra Júlia Greve, do Departamento de Álcool e Drogas da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet).
Tire suas dúvidas
1- Quanto de álcool é permitido beber antes de dirigir com a mudança?
Nada.
2- Quanto tempo o álcool permanece no sangue após o consumo e depois de quanto tempo o motorista poderá dirigir?
Um copo de cerveja demora cerca de seis horas para ser eliminado pelo organismo. Uma dose de uísque, que é bem mais forte do que a cerveja, demora mais tempo do que isso. O mais garantido é que o motorista possa dirigir depois de 24 horas. Se estiver de ressaca e com sintomas provocados pela grande quantidade de álcool consumida, o melhor é ficar em casa. Este é o momento em que o álcool começa a ser tóxico e permanece no corpo por mais tempo.
3- Como o índice de álcool no organismo do motorista vai ser verificado?
De três maneiras: O bafômetro e o exame de sangue são mais sensíveis para detectar dosagens alcoólicas. O exame clínico é menos sensível para a dosagem, mas serve para indicar sinais de embriaguez como olho vermelho, alegria excessiva e falta de coordenação motora, por exemplo.
4- Quando não há bafômetros disponíveis no local da fiscalização, o motorista é obrigado a fazer exame de sangue?
Se o policial tiver indícios fortes de embriaguez do motorista, com testemunhas, por exemplo, ele pode exigir, sim, uma amostra do sangue ou a chamada de um médico para diagnosticar a embriaguez. A ausência do bafômetro, no entanto, pode permitir o questionamento da identificação da embriaguez. O policial precisa ter evidências de que o motorista está embriagado para requerer o exame de sangue ou o exame clínico no motorista.
A pessoa pode se recusar, mas o policial também pode exigir que o motorista seja examinado por um médico-perito.
5- O uso de medicamentos pode alterar o resultado do exame do bafômetro?
Só se o medicamento tiver álcool em sua composição. Depende também da quantidade ingerida e da dosagem do medicamento.
6- A bebida alcoólica usada no preparo de uma sobremesa pode ser detectada no exame de sangue ou no bafômetro?
A quantidade é menor, mas também será detectada pelo exame de bafômetro e de sangue.
7- A lei vale para todos os motoristas e em qualquer lugar?
A lei vale para qualquer condutor e em qualquer lugar onde puder circular um veículo. A fiscalização será feita tanto por policiais rodoviários federais como por policiais militares. Quando existir convênios na área da segurança, guardas municipais e policiais civis também poderão fazer a fiscalização.
8- A ‘lei seca’ pretende reduzir acidentes no trânsito?
A lei dá uma segurança maior sobre a questão do trânsito, mas é falha quando se fala sobre o bafômetro. Antes de entrar em vigor, todos os pontos de fiscalização e os policiais responsáveis por este trabalho deveriam ser melhor equipados. A fiscalização tem de ser permanente.
A grande questão é saber se a polícia vai ter condições de fiscalizar um número maior de pessoas. Acho que a própria polícia vai modular essa fiscalização, usando o bom senso. Se fizer uma blitz em uma grande avenida de São Paulo, por exemplo, em dias de fim de semana, vai pegar muita gente embriagada.
Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL611505-5598,00.html |
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AMB faz campanha contra o fumo
(24/06/2008)
A Comissão de Combate ao Tabagismo da Associação Médica Brasileira (AMB) iniciou campanha contra o fumo junto às sociedades de especialidade e às federadas. A comissão divulgou o documento "Perfil do médico como modelos de comportamento em tabagismo".
Perfil do médico como modelo de comportamento em tabagismo
1. Não deve fumar na presença dos seus pacientes nos consultórios, quartos, enfermarias e áreas comuns dos hospitais e instituições médico-sanitárias, reuniões, congressos e outros eventos de caráter técnico-científico, nos quais não deve ser permitido fumar, sendo modelo de comportamento.
2. Deve informar aos seus pacientes dos riscos decorrentes do tabagismo para sua saúde, e seus familiares e seus conviventes (em razão da poluição tabágica ambiental).
3. Deve informar às mulheres os sérios riscos que o uso do tabaco durante a gravidez acarreta a ela e ao feto, aconselhando sempre a não fumar.
4. Deve informar aos pais e mães de pacientes pediátricos as conseqüências da poluição tabágica no ambiente doméstico à saúde de seus filhos.
5. Deve informar aos operários sobre o sinergismo da poluição do tabaco com os demais poluentes do ambiente de trabalho, aconselhando os fumantes a pararem de fumar e sugerindo a proibição de fumo nesses locais.
6. Deve apoiar os programas educativos de controle do tabagismo desennvolvidos na sua comunidade e em programas oficiais.
7. Deve dar atenção às interações farmacológicas do tabaco com medicamentos anovulatórios orais, fenacetina, antipirina, cafeína, vitamina C, insulina, cimetidina e ranitidina - contra-indicando a sua associação e, quando for o caso, ajustar suas doses e esquemas, porém sempre aconselhar os pacientes a pararem de fumar.
8. Deve perguntar aos seus pacientes, rotineiramente, sobre o consumo de tabaco e exposição à fumaça do tabaco; orientar como parar de fumar e o acompanhamento desses processo.
9. Deve proibir de fumar em todos os estabelecimentos de saúde, extensivo aos pacientes, visitantes e funcionários.
10. Deve proibir a publicidade e venda de produtos do tabaco nas dependências físicas do serviço de saúde.
Fonte: AMB |
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Doenças crônicas: prevenir é melhor que remediar
Atenta aos números de pacientes crônicos no mundo, pessoas que não se cuidam e que poderiam prevenir a doença ou serem acompanhadas em seu tratamento, a Oranização Mundial de Saúde (OMS) acaba de publicar um relatório com dados que nos permitem estimar que 72% de todas as mortes que ocorreram no Brasil em 2005 se deveram às doenças crônicas: o número projetado de mortes no país foi de 1,289 mil. Deste total, 928 mil mortes seriam causadas por este tipo de doença. No mundo, a OMS calcula que das 58 milhões de morte ocorridas em 2005, cerca de 35 milhões são resultado de doenças crônicas não cuidadas ou diagnosticadas.
O presidente da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML), Wilson Shcolnik, tem algumas explicações para este quadro:
“Enquanto descresce o número de morte por doenças infecciosas com as vacinas e antibióticos poderosos, enquanto a informação faz com que melhorem as condições maternas, perinatais, ou nutricionais, aumentam exponencialmente as mortes prematuras devidas a doenças crônicas, como diabetes, conseqüências de índices de colesterol, males causados por tabagismo, vida sedentária e dieta errada. E, no entanto, a medicina diagnóstica tem avançado muito e a maioria destas doenças pode ser detectada em seu início, por exames simples, que todo bom laboratório brasileiro é capaz de fazer, apoiando no diagnóstico, na prevenção e no controle e tratamento de doenças”.
A SBPC/ML reúne 1.800 patologistas clínicos do país, representa mais de 14 mil aboratórios, e considera tão importante discutir este tema e conscientizar a população, que escolheu “Doenças Crônicas” como centro de discussão de seu próximo Congresso, em setembro, no Estação Embratel Conventoion Center, em Curitiba (Paraná).
Maria Christina Monteiro de Castro
Assessora de Imprensa SBPC/ML
Tels. (21) 2521-1485 - 2287-3645 - 9145-0143
fonte: http://www.sbpc.org.br/comunicacao/sala.imprensa.php?tp=1&id=42 |
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Câncer: 470 mil novos casos até 2009
Segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca), até 2009 serão registrados 470 mil novos casos de câncer no Brasil. A doença (incluindo todas as neoplasias) é a segunda maior causa de mortes no país - só perde para problemas cardiovasculares.
O maior número de casos deve se concentrar no Sul e Sudeste. Como a região Norte é a que apresenta a menor tendência de novos casos, o câncer parece ser uma doença que ocorre com maior freqüência em regiões com maior desenvolvimento econômico.
Segundo o coordenador da Área de Prevenção e Vigilância do Inca, Cláudio Noronha, a incidência de câncer aumenta à medida que diminui a de doenças infecciosas. O aumento na expectativa de vida da população, principalmente no Sul e Sudeste, é uma justificativa para a maior incidência nessas regiões, além de serem mais populosas.
Um estudo feito pelo Inca mostra que até 2009 o tipo de câncer com maior prevalência nos homens será o de próstata. Nas mulheres, os dados indicam que em primeiro lugar estarão o câncer de mama e o de colo de útero.
As estimativas do Inca estão disponíveis em: www.inca.gov.br/vigilancia.
Fonte: Agência Fapesp e Inca |
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Reajuste dos convênios médicos deve ficar em linha com os 6% de 2007, diz ANS
InfoMoney- 22/01/08 - 16h27
O reajuste nos preços dos convênios médicos deve ficar, neste ano, em linha com os 5,76% aplicados no ano passado. Segundo previsão da própria ANS (Agência Nacional de Saúde), o novo rol de procedimentos - que vigorará a partir de abril - não impactará nos valores dos planos em 2008. Contudo, em 2009 o reflexo de maiores custos pode ser repassado ao consumidor.
O anúncio do teto de realinhamento dos planos de saúde é divulgado em meados do ano. Em 2007, o mês escolhido para o anúncio foi junho. Apesar de relativamente abaixo das expectativas apontadas por especialistas, a percentagem foi tida como alta, tendo em vista que a inflação dos 12 meses anteriores havia sido de 2,58%.
Menor em seis anos
Conforme a agência, o aumento de 2007 foi o menor dos últimos seis anos: em 2000, foi de 5,42%, seguido por 8,71% (2001), 7,69% (2002), 9,27% (2003), 11,75% (2004), 11,69% (2005) e 8,89% (2006).
De acordo com a assessoria de imprensa da ANS, as análises que são feitas para divulgação do reajuste deste ano mostram que não há nenhum desequilíbrio que aponte a necessidade de um incremento maior nos valores.
A alíquota a ser definida será empregada apenas aos planos individuais novos, que representam 15% da carteira total de clientes. O restante corresponde a contratos antigos (anteriores a 1999) e a coletivos. No total, são cerca de 40 milhões de beneficiários.
Impactos em 2009
A ANS ressaltou ainda que os impactos a serem verificados no ano que vem, por conta da inclusão de cem procedimentos obrigatórios nas coberturas médicas, ainda precisam ser analisados. A expectativa é que haja um equilíbrio e o reflexo fique praticamente nulo.
Se, por um lado, uma demanda reprimida deve ter espaço para crescer em determinados serviços - como atendimento terapêutico, nutricional, etc, por outro, a implantação de medidas preventivas de atendimento interdisciplinar podem reduzir a necessidade de atendimento, consultas e internações.
Fonte: http://web.infomoney.com.br |
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